Esse é um curta-metragem que o Godard fez sob encomenda para celebrar o 500º aniversário da cidade de Lausanne.
É lindo.
E você, se é que você ainda existe e ainda se encanta pela beleza do mundo, deveria assisti-lo.
Esse é um curta-metragem que o Godard fez sob encomenda para celebrar o 500º aniversário da cidade de Lausanne.
É lindo.
E você, se é que você ainda existe e ainda se encanta pela beleza do mundo, deveria assisti-lo.
Dear Editor, do you have any reviews with the camcorders that are SSD (solid state drives). I live up north where the temperature is below freezing for several months of the year. Most of these reviews seem to be of only camcorders that actually have technical specs that indicate they can NOT operate below 32 deg Fred. It would be nice to go outside in the winter and take video knowing I may not ruin the camcorder. Can you please provide some reviews of camcorders that will work in these conditions without voiding the warranty. Thank you.
Em O mito do eterno retorno (1954), Eliade cria a distinção entre a humanidade religiosa e não-religiosa, com base na percepção do tempo como heterogêneo e homogêneo respectivamente. Eliade defende que a percepção do tempo como homogêneo, linear e irrepetível é uma forma moderna de não-religião da humanidade. A humanidade religiosa (homo religiosus), em comparação, percebe o tempo como heterogêneo; isto é, divide-o em tempo profano (linear), e tempo sagrado (cíclico e re-atualizável). Por meio de mitos e rituais que permitem o acesso a este tempo sagrado, a humanidade religiosa protege-se contra o terror da história (uma condição de impotência diante os dados históricos registrados no tempo, uma forma de existência aflitiva).
No processo de estabelecimento desta distinção, Eliade não esquece que a humanidade não-religiosa é um fenômeno muito raro. Mitos e illud tempus estão ainda em operação, embora dissimulados no mundo da moderna humanidade, e Eliade claramente olha a tentativa de restringir o tempo real ao tempo histórico linear como um caminho que leva a humanidade ao desespero. Pois o relativismo, existencialismo e historicismo modernos não são capazes de criar mecanismos para fazer com que a humanidade suporte os sofrimentos causados pela consciência da “história”, consciência dos “acontecimentos” sem um sentido trans-histórico escatológico, cíclico ou arquetípico.
Huri. Cada uma das virgens extremamente belas que, segundo o Alcorão, hão de desposar, no Paraíso, os fiéis muçulmanos: “o paraíso maometano, com todas as huris do profeta, não sorria mais delicioso à mente sonhadora do beduíno errante!” (Lúcio de Mendonça, Esboços e Perfis, p. 109).
Huroniano. Indivíduo dos huronianos, povo indígena que fazia parte da confederação de tribos ligadas à família iroquesa, e que habitava a região entre os lagos Huron, Erié e Ontario.
Hurra. Grito de saudação ou de entusiasmo, sobretudo em brindes: “no meio da explosão entusiástica, … inaudita, dos vivas, dos bravos, dos hurras de um povo inteiro.” (Ramalhão Ortigão, As Farpas, II, p. 130).
Hussita. Adepto da doutrina de Jan Huss, reformista tcheco (1369-1415), pela qual as boas obras eram indiferentes para a salvação eterna.
Hylé. Segundo Husserl, matéria da sensação, considerada como puro dado, sem sentido intencional.
Hz. Símb. de hertz.
In his youth, Vollmann’s younger sister drowned while under his supervision, a tragedy for which he felt responsible. This experience, according to him, influences much of his work.
Critical Opinions:
Vollmann is often cited as a major force in contemporary fiction. The New Yorker named him “one of the twenty best writers in America under forty” in 1999. Many critics praise the boldness and originality of his work, as well as the erudition and beauty of his prose. Some reviewers have commended him for his ambition, while others find aspects of his work pretentious, egotistical or unfocused. In addition, some view Vollmann’s obsession with prostitution as extending into fetishism.
Não é exatamente uma questão de contar o que aconteceu comigo. Poderia até mesmo dizer que não tive qualquer ligação com o fato em si, caso não fosse impossível ou pelo menos absurdo afirmar uma coisa dessas. Cabe dizer, porém, que não tenho relações de amizade com qualquer um dos personagens desta história, que me foi contada por diferentes pessoas em diferentes situações e com diferentes entonações mas sempre com o mesmo argumento.
Bem, apresentada a ante-sala, passemos aos acontecimentos.
Um último esclarecimento: escrevo utilizando os recursos literários que disponho esperando que ajudem na degustação da narrativa mas mantenho-me sempre alerta para não ultrapassar a fronteira da verdade e cair nas armadilhas da ilusão, que resultaria numa bola de neve de inverdades.
Poderia ainda discutir a legitimidade em passar adiante o que será lido nas linhas abaixo, mas aí já sabemos: qualquer um pode qualquer coisa. Então tá.
Você foi longe demais. A história:
Carlinha e Rosana derramavam cerveja de seus copões plásticos enquanto desacertavam os passos diante da universidade onde durante o dia estudavam e onde à noite se acocoravam para mijar. A festa acontecia duas quadras dali, e as meninas preferiam fazer esse percurso do que encarar a fila do banheiro feminino. Aproveitavam a caminhada para conversar e cantar alguns versos de canções mais-tocadas nas rádios. Apreciavam o ventinho que lambia e secava o suor que se formava em torno do pescoço e das axilas.
Chegam ao ponto estratégico da mijada ao reconhecer o desenho de urina seca na calçada.
Acontece, então: Carlinha entrega o copo para Rosana segurar e desbraguilha a calça com dificuldade. Baixa a calcinha e acocora. Livre de qualquer amarra física ou social, urina um jato forte que respinga em seus calcanhares. Ela não sabia, ninguém sabia, o poste de luz postado à margem da calçada com a rua guardava em sua base um fio desencapado.
Essa é a verdade. Não serve para o consolo de familiares nem como homenagem póstuma. Serve, isso sim, para dois avisos, antagônicos e ambivalentes.
Encontrei essa minha convicção pessoal num conto do Borges que há anos, sem saber o motivo, evitava reler. Transcrevo um trecho:
“A primeira edição de Kristus och Judas traz esta epígrafe categórica, cujo sentido, anos depois, o próprio Nils Runeberg ampliaria monstruosamente: ‘Não apenas uma coisa, todas as coisas que a tradição atribui a Judas Iscariotes são falsas’ (De Quincey, 1857). Precedido por algum alemão, De Quincey especulou que Judas delatou Jesus Cristo para forçá-lo a declarar sua divindade e a acender uma vasta rebelião contra o jugo de Roma; Runeberg sugere uma defesa de índole metafísica. Habilmente, começa por destacar a superfluidade do ato de Judas. Observa (como Robertson) que, para identificar um mestre que diariamente pregava na sinagoga e praticava milagres diante de multidões de milhares de homens, não se necessita da traição de um apóstolo. Isso, contudo, aconteceu. Supor um erro na Escritura é intolerável; não menos intolerável é admitir um fato casual no mais precioso acontecimento da história do mundo. Ergo, a traição de Judas não foi casual; foi um fato prefixado que tem um lugar misterioso na economia da redenção. Prossegue Runeberg: o Verbo, quando foi feito carne, passou da ubiqüidade ao espaço, da eternidade à história, da bem-aventurança sem limites à mudança e à morte; para corresponder a tal sacrifício, era preciso que um homem, representando todos os homens, fizesse um sacrifício condigno. Judas Iscariotes foi esse homem. Judas, o único entre os apóstolos que intuiu a secreta divindade e o terrível propósito de Jesus. O Verbo tinha se rebaixado a mortal; Judas, discípulo do Verbo, podia se rebaixar a delator (o pior delito que a infâmia suporta) e a ser hóspede do fogo que não se apaga. A ordem inferior é um espelho da ordem superior; as formas da terra correspondem às formas do céu; as manchas da pele são um mapa das incorruptíveis constelações; Judas reflete de algum modo Jesus. Daí os trinta dinheiros e o beijo; daí a morte voluntária, para merecer ainda mais a Reprovação. Assim Nils Runeberg elucidou o enigma de Judas.”
Um antigo amigo deu um soco no monitor e trincou a tela.
Dois guris na frente da minha casa. Um deles pendurado no lixo procurando alguma coisa. O outro agachado bebendo a água da sarjeta.
Aponto a torneira pra ele.
Subo.
Volto.
Dou a eles um saco de arroz e dois miojos do tom e jerry. Eles não sabem quem é tom e jerry, mas agradecem assim mesmo.
Eu quando tinha a idade deles: minha mãe me levando pela mão para a escolinha. À nossa frente um homem bastante velho caminha muito devagar. Ele pára. Quando passamos ele cai no chão com a mão no peito. Eu sigo caminhando. Minha mãe pára. Ela o ajuda a sentar. Ele abre bem os olhos e respira fundo recuperando o fôlego. Ele diz estar melhor. Não lembro o que aconteceu depois.
Hoje minha mãe me liga. Conta que na esquina de casa viu um senhor sentado na calçada com um semblante perturbado. Ela parou e ofereceu ajuda. Ele disse que estava bem, apenas esperava o ônibus.
Hoje de tarde, indo almoçar, duas carroças. Uma subindo e outra descendo a rua. Gritam um para o outro. A menina que acompanha o pai numa das carroças ri.
Devolvo. Minha primeira risada do dia.
Agora há pouco comi um xis na padaria. Pedi sem salada e elas brincaram comigo dizendo que tinham colocado salada. Ri também, a última risada da noite.
Sem graça, sem ritmo e sem propósito.
É isso aí.
“Eu achei a idéia boa, mas a realização muito preguiçosa.”
“Tu podia pelo menos ter usado atores.”
“A montagem está desobjetivada de qualquer utopia. Não legitima sua existência.”
“É, eu acho que o filme de vocês não deu certo mesmo. Recomendo que faça outro e envie até semana que vem.”
“Não vejo qualquer perspectiva de futuro nas linhas da sua mão.”
“Depois eu assisto.”
Eu não vou. Eu vou embora amanhã. Quando eu voltar vocês não vão nem lembrar de mim. Que é isso cara, não fala isso, ouviu isso Dojão? Ouviu o que esse animal disse? O quê, barbiicha?
Fala de novo Bernardo. Mas é verdade cara, eu não vo ta aí na formatura. Eu queria cara, queria mesmo, mas não vou estar aqui. Até manda um abraço pra Larine, pô, baita consideração, agradeço muito pela lembrança, mas bah, não vou poder ir. Que tal esse parcerão, Dojão? Bah Bernardo, vai te esconder. Mas é verdade cara, não vo ta aí, não adianta. Deixe Tiego, deixa esse tatu.

Lovecraft’s major inspiration and invention was the idea that life is incomprehensible to human minds and that the universe is fundamentally alien. Those who genuinely reason gamble with sanity. His works were deeply pessimistic and cynical, challenging the values of the Enlightenment, Romanticism, and Christian humanism. Lovecraft’s protagonists usually achieve the mirror-opposite of traditional gnosis and mysticism by momentarily glimpsing the horror of ultimate reality.
Although Lovecraft’s readership was limited during his life, his reputation has grown over the decades, and he is now commonly regarded as one of the most influential writers of the 20th century.